Drão, não pense na separação?

Se você não gosta de uma comida que provou, não é obrigado a terminar de comer. Se você vai ao cinema e se sente incomodado com o filme, tem total liberdade pra sair da sala e não voltar mais. Se está escutando música, mas encontra uma que é um porre, é só mudar de faixa. Experimentou uma roupa e não gostou? Não leva, troca, vende, doa, se livra.

Aos pouco a gente vai aprendendo o que se encaixa ao nosso gosto e se desprende daquilo que não nos interessa, né? Já aprendi a me desapegar de algumas “neuras” que parecem ter vindo incrustadas em mim, mas se tem uma coisa pra qual eu ainda não descobri como dar um BYE, FELICIA é a mania de se sentir culpada por desistir de um livro.

Como faz, Brasil, pra superar isso?

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Tem livro que começa ruim mas melhora, mediano mas melhora, livro que se arrasta mas melhora e livro que começa a ruim e ainda sim você consegue terminar de ler. Mas e aqueles que te irritam logo de cara, com a narrativa, com os diálogos, com os personagens, com a pieguice, com absolutamente tudo e qualquer coisa. E esses, como faz pra lidar? Tira férias, devolve o livro pra instante, pega outro no lugar e promete a si mesmo que um dia você volta pra terminar?

Detesto o sentimento de ~incompentência~ que vem por tabela, afinal de contas, é só um livro. Livro este, diga-se de passagem, que eu escolhi comprar. Não seria mais simples embalar as expectativas pra viagem e seguir em frente com a leitura? Sei lá.

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Por sorte, isso não acontece com frequência, mas quando ocorre, é sempre o mesmo mimimi e eu nunca sei como resolver direito. Passo semanas dormindo com o livro ao lado da cama, pra ver se bate aquela vontadezinha de saber como tudo termina, mas isso raramente acontece e é um porre porque atrapalha a rotina de leitura, que geralmente é rápida, e ainda me rouba a oportunidade de estar lendo um livro melhor e mais interessante. Um saco, de verdade.

Não aprendi a dizer adeus, mas tenho que aceitar… já dizia Leonardo, não é mesmo? Miga, sua louca, aceita que dói menos. Drão, não pense na separação, vai e acaba com esse dramalhão.

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E você, também passa por isso? Se sente desnecessariamente culpado por querer se livrar de algo que não é exatamente do seu interesse? Se sim, me conte tudo, não me esconda nada. Não me deixe só na minha loucura.

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{TAG} Disney

Tem gente que diz que milagre não acontece, mas postar duas vezes num espaço de menos de 72 horas aqui no blog, ainda por cima trazendo vídeo, equivale a um semi-milagre e é algo bem extraordinário SIM (não deveria ser, mas shiiiiiiiu, let’s not even go there).

Acontece é que ontem à noite eu gravei esse vídeo e logo em seguida eu descobri que I HAVE NO CHILLS porque o faniquito bateu forte pra querer subir o bichinho pro youtube o mais rápido possível. Dai deu nisso. Então hoje teremos:

TAG DISNEEEEEEEEEEY!

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Uma tag muito apropriada pra quem é Disnéfila/doida da Disney/ Disneymaníaca/ Disney fanatic. Dá o play pra conferir, deixa as suas impressões nos comentários, clica no subscribe pra continuar acompanhando “dipertin” o canal e vem me amar.

Taking Stock (01)

Hoje a tarde, enquanto estava lendo os posts mais recentes do Compra-se Um Fusca, me deparei com um projeto chamado Taking Stock. Ele foi postado originalmente no Meet Me at Mike’s e consiste em uma listinha de verbos que você utiliza para completar com as suas informações e manter um registro de tudo o que você tem feito, sentido ou absorvido na sua vida.

Achei bem apropriado pra esse início de ano, não? Estou aderindo à ideia e espero que ela se torna uma constante no blog. Fica aqui a minha listinha da primeira semana de Janeiro:

Ouvindo: Ando alternando entre o novo álbum do Lord Huron, “Strange Trails“, e “Revival“, da Selena Gomez. Completamente diferentes em estilo, mas igualmente legais.

recordplayer

Lendo: Começarei a ler Vocação Para o Mal (Career of Evil), o novo livro da série escrita pela JK Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, que começou com O Chamado do Cuco(The Cuckoo’s Calling) e teve continuidade com O Bicho-da-Seda (The Silkworm).

Agradecendo: A alta que a minha prima pegará ainda hoje, após ter passado quase 10 dias internada com pneumonia no hospital. Não tem como não agradecer por isso.

Pensando: Em mil coisas ao mesmo tempo.

overthinking

Assistindo: Comecei outra maratona Star Wars, já que a minha irmã mais velha nunca tinha assistido. Assistimos o episódio IV – Uma Nova Esperança, e depois vi O Império Contra-Ataca (é o meu preferido). Assim que terminar o post, darei continuidade com O Retorno de Jedi.
Quanto a séries, essa semana eu comecei a assistir Making a Murderer, um documentário de 10 episódios que foi adicionado recentemente no acervo do Netflix, que narra a história de Steven Avery, um sujeito que cumpriu pena por 18 anos após uma acusação de estupro e foi solto após a revisão das provas que comprovaram a sua inocência através do DNA. Quase dois anos depois disso, Steven é preso novamente, graças a evidências pra lá de duvidosas, desta vez sob acusação de homicídio dando vida ao que parece um filme horrível de teoria da conspiração.
Vi os três primeiros episódios e fiquei tão mal que não consegui dormir.

Planejando: Colocar em prática tudo o que eu não tive oportunidade de fazer com o blog nesse ano que passou.

Desejando: Sorvete de açaí com tapioca.

Amando: O clima chuvoso de hoje.

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Admirando: A fé e a capacidade de superação das pessoas ao meu redor.

Desfrutando: Dos últimos dias de repouso (“férias”). Por mais que não tenha sido da maneira que eu queria, já que eu machuquei o joelho direito no início de Dezembro e fui obrigada a ficar em repouso esse tempo todo, talvez tenha sido o que eu precisava.

Esperando: O lançamento de Zootopia – Essa Cidade é o Bicho, a nova animação da Disney, que estreia dia 18 de Fevereiro no Brasil.

zootopia

Vestindo: A calça comprida de um pijama e uma camiseta de Star Wars.

Comendo: Leite em pó com farinha láctea.

Sentindo: A tal da “dor feminina” (também conhecida como cólica) somada a dor nos dois joelhos.

Necessitando: Uma viagem de férias.

travelling

Caso você queira fazer mas não tenha um blog, pegue um caderninho e faça as suas listas nele. Não há regras: atualize o quanto você quiser, seja diariamente, semanalmente, mensalmente ou esporadicamente. Pode acrescentar ou trocar verbos e adaptar a lista ao que for mais relevante ou interessante pra sua vida/rotina. Espero que vocês gostem, até a próxima!

A human-idade das trevas

Quando as notícias dos ataques em Paris – e logo depois, a do terremoto seguido de alerta de tsunami no Japão – começaram a pipocar pela tuítosfera, senti um súbito mal estar, e a medida que a situação foi se agravando e as informações a respeito foram sendo reportadas na internet e na TV, eu me vi sendo levada por uma avalanche chamada ansiedade, que crescia a cada minuto.

Precisava estudar pra um exame importante, mas não consegui. Precisava trabalhar, mas essa tarefa se mostrou praticamente impossível de fazer, e dividindo a atenção entre a TV, a tela do computador e o celular, fui acompanhando o desenrolar de tudo. Entretanto, o sentimento de impotência ao assistir só piorava, o que me levou a recorrer a única coisa que eu sei que nunca falha: a oração.

Não sou particularmente religiosa, mas tenho fé e busquei orientação primeiramente nas palavras do Evangelho segundo o Espiritismo. Me concentrei, abri o livro “aleatoriamente” e me deparei exatamente num capítulo sobre a força e a importância da prece, só para me certificar que não há coincidências nessa vida. Depois passei vários instantes mentalizando e vibrando muita luz para essa humanidade que parece viver em tempos de trevas.

Fonte: punkpearls.wordpress.com

Com a melhora do mal estar físico, pensei que eu também poderia utilizar outro instrumento para ajudar essas pessoas tão fisicamente distantes de mim, e fui pra plataforma que eu tenho maior intimidade: o Twitter.

Como moderadora de um fã-site com alcance mundial através das redes sociais, senti que deveria expressar o quanto eu lamentava sobre os presentes acontecimentos em Paris e Japão, afinal de contas, eram os mais recentes. Dividi informação que eu considerei relevante, sempre com muito cuidado pra não espalhar notícia falsa ou gerar mais pânico, e expressei os meus mais sinceros sentimentos sobre tudo isso. Mas como não há nada que a gente faça na internet que não seja capaz de gerar consternação e incômodo pra algumas pessoas, surgiram aqui e ali comentários do gênero: “tragédia x em tal local é tão importante quanto isso, mas não vejo você comentando” e “acontecimento y aconteceu em local z e você aí, falando de x.” Daí, eu só consegui pensar no tamanho da mesquinharia do ser humano em querer medir tragédia em face de tudo isso e achar que existe uma escala de relevância a ser levada em consideração, ou de pensar que porque eu escolho falar publicamente de algo que chama a minha atenção, eu desprezo as demais situações.

Eu concordo que é importante estar atento a tudo o que acontece ao nosso redor, e não é preciso nada além de um par de olhos e uma cabeça pensante pra se dar conta que o mundo todo está em frangalhos. De fato, há muito pelo que se compadecer mas, por favor, não seja um terrorista emocional na vida dos outros. Permita que o próximo ore, medite, vibre coisas boas – e o mais importante – faça coisas boas em prol de quem ele quiser, pra onde ele quiser – seja lá Paris, Japão, Mariana, a humanidade, ou o vizinho da casa ao lado. Enquanto isso, faça a sua parte e se preocupe com o que você faz ou deixa de fazer. Concentre-se na forma que você contribui para que as coisas possam melhorar. Não use isso como desculpa para atacar os outros sob pretensão de boas intenções, pois como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio. Pare de desejar o mal a quem faz o bem, e mais ainda a quem faz o mal. Tenha compaixão até de quem aparenta não ser merecedor. Talvez isso não traga a suposta justiça “imediata” dos homens, ou o que você considera como justiça divina, mas te garanto que trará melhores frutos para sua própria vida.

Escolha usar a sua voz, o seu tempo e a sua boa vontade pra fazer coisas que realmente importam e que realmente fazem a diferença. Você pode sim fazer algo pra trazer conforto aos que estão em Paris, a alguém que mora lá, ou a quem tem o sonho de conhecer a cidade/país e sabe que não existe mais garantia de transitar livremente em paz e segurança por lá. Existe uma maneira de você se posicionar sobre a situação de Mariana em Minas Gerais, de trazer à luz informações pouco divulgadas na mídia e na internet, de esclarecer e mostrar solidariedade aos irmãos da sua pátria sem ferir quem não está fazendo isso.

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Você pode alcançar o mundo de maneira significante e produtiva, mas eu garanto que trocar farpa pela internet por conta de tragédia, proliferar o rancor, estimular a raiva, o pânico, a ansiedade e a lamúria não vai configurar, sob hipótese alguma, como uma dessas ferramentas. O que as pessoas precisam neste exato momento é de uma faísca de esperança pra encontrar razão pra seguir vivendo em um mundo cada vez mais corrompido pelas diferenças e pelo ódio.

“O amor é a única forma de resgatar a humanidade de todas as doenças” –  via brainpickings

Só através do amor, respeito e tolerância é que teremos alguma chance contra doses de sextas-feiras 13 como essa. Só assim teremos alguma chance de eliminar a human-idade das trevas.

[TAG] Sete Coisas

Alooooor, human beings! Como estão? Por aqui a correria não tem limites, por isso não tenho atualizado o blog com a frequência que eu gostaria.

Na última semana eu fui marcada pela Letícia, do Diário de uma Quase-Escritora, em uma TAG. Ela se chama SETE COISAS, e irei respondê-la parcialmente no post de hoje, já que a outra metade eu responderei no próximo do vlog do canal.

Vamos lá?

Imagem: Todo Dia um Vício

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Uma Carta Para Mim Mesma de 10 Anos Atrás

Querida Lolly,

Tudo bem com você? O Meu nome também é Lorena, tenho 25 anos, já fui frequentadora do FriendsBoard, e eu também sou de Manaus. Joincidence? Coincidência? Sim, só que não muito.

Na verdade, eu sou você, só que do futuro. Fui incumbida com a difícil responsabilidade de compartilhar contigo algumas noções sobre a nossa tua vida daqui há dez anos. Decidi escrever-te esta carta porque lembrei o quanto você aprecia recebê-las, e espero que você tenha o mesmo carinho pelo conteúdo desta aqui.

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A mais amadora de todos os tempos

Daqui a uma semana completarei um mês desde o dia em que sai do limbo pra começar a trabalhar. Um ‘Viva!’ por finalmente ter encontrado uma ocupação que ajuda a pagar as minhas vontades e necessidades.

Mas o que eu quero mesmo é falar de rotina.

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Eu poderia dizer que sou dessas que se adapta rapidamente a novas rotinas, mas não acho que as pessoas acreditariam; a verdade seria revelada mais cedo ou mais tarde. Me transformei no meu pior pesadelo: o tipo de pessoa que tem vivido para o trabalho. E na minha realidade, o poder feminino de ser multitarefas não passa de uma lenda.

Aquela sempre sonhada aula de piano/canto/teatro, o tempo extra para fazer alguma atividade física e finalmente sair do ócio e do sobrepeso, e ainda sim cumprir com as metas e obrigações do trabalho, conciliando tempo para a família, para os amigos, levando uma pseudo-vida social adiante parece um sonho distante quando cada pensamento se resume a casa-cama-quarto.

Falta tempo para o blog, tempo pra ler, tempo pra assistir um filme de vez em quando, tempo pra assistir série, tempo pra ter tempo – só pra ser e ter – e não há caderno organizacional, agendas, livros de manejamento de tempo para te preparar pra isso. Acreditem, eu tenho tentado, mas mal consigo organizar o meu caderno organizacional (!!!)

Diante do escopo da vida me sinto a mais amadora de todos os tempos.