Um mundo inteiramente animal, pode isso?

Programada para estrear nos cinemas brasileiros no dia 17 de Março, a mais nova animação dos estúdios Disney, Zootopia: Essa Cidade é o Bicho, está no topo da minha lista de filmes que eu mal posso esperar pra ver.

Dirigido por Rich Moore (Detona Ralph) e Byron Howard (Enrolados), o filme mostrará a história de Judy Hopps, nomeada a primeira coelhinha do departamento de polícia de Zootopia. O problema é que lá, Judy se vê rodeada por animais grandes e fortes que subestimam a sua capacidade, então, determinada a provar seu valor, ela aceita um caso de desaparecimento que precisa ser resolvido em 48 horas. Acontece que o caso não é tão simples assim e para solucioná-lo, ela precisará formar uma parceria inesperada com uma raposa pra lá de malandra chamada Nick Wilde. Juntos eles viverão altas aventuras para desvendar o mistério antes que Judy seja demitida.

Nos EUA, as vozes de Judy Hopps e Nick Wilde são emprestadas pela Ginnifer Goodwin e pelo Jason Bateman, enquanto que aqui no Brasil isso fica por conta da Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi, que já tem histórico como dublador de outras animações da Disney no Brasil.

zootopiaginnyFonte: Instagram/ Disney Babble

Pra mim, que sou Disnéfila assumida e fangirl de carteirinha da Ginnifer Goodwin, esse filme foi como juntar a fome com a vontade de comer. Tenho acompanhado “de perto” o progresso de finalização da animação, assim como o de marketing que tá rolando lá pelo exterior, e a cada dia que passa fico mais ansiosa. E como o filme estreia daqui a um mês e quatro dias por aqui, resolvi dividir algumas das curiosidades sobre o grande e maravilhoso universo criado para dar vida a esse longa metragem que promete ser um dos novos clássicos Disney.

15 Curiosidades sobre o universo de Zootopia:

  1. Zootopia faz parte de uma realidade alternativa onde humanos nunca existiram e os animais evoluíram a ponto de criar uma sociedade pra eles. Há uma grande chance de não encontrarmos macacos no longa-metragem exatamente por conta da questão da evolução da espécie.
  2. Como a proposta de Zootopia é de ser um local acolhedor para todos, foi preciso que o cenário fosse adaptado às diferentes necessidades. Para tanto, a cidade foi dividida em diversos bairros-habitat, como The Burrows (local de nascença da Judy), Sahara Square para os animais que vivem no deserto, Tundra Town para os que vivem no frio, Little Rodentia para os roedores e o Rainforest District, que é dentro de uma floresta tropical. Em cada uma dessas áreas, o clima é adaptado a realidade dos animais e a escala dos objetos é compatível com o tamanho deles. Existiam mais setores, mas os diretores optaram por excluí-los do filme, para que não ficasse poluído visualmente.

    Fonte: Brite and Bubbly
  3. Os criadores planejavam incluir todos os tipos de animais no filme, mas acabaram escolhendo os mamíferos devido a diversidade que existe no grupo, além da questão presa e predador ser bastante evidente entre eles.
  4. Gatos e cachorros não foram incluidos no filme, apesar de existirem mais de 50 tipos de diferentes espécies mamíferas em Zootopia. O argumento é que eles são animais altamente domesticados e apesar de serem inimigos inatos, não podem ser considerados presa e predador.

    Fonte: Laughing Place
  5. Os animais usam calça comprida mas não calçam sapatos, pois os diretores acharam que seria uma característica muito humana. E apesar de serem antropomórficos (ou seja, andam com dois pés), eles se moverão de maneira similar aos animais na realidade. Para isso, a equipe de produção do filme passou algumas semanas no Quênia, na África, fazendo levantamento sobre o comportamento de cada espécie. Eles também visitaram o San Diego’s Wild Animal Park e o Animal Kingdom Lodge no Walt Disney World, na Flórida.
  6. E por que eles não comem uns aos outros? O produtor Clark Spencer explicou que para viver em harmonia, os animais decidiram deixar as suas diferenças para trás, o que implica que todos são “vegetarianos”. Mas essa questão alimentar será abordada no filme, pois é de grande peso para o enredo da história.

    ZOOTOPIA – Character CG Model Lineup. ©2015 Disney. All Rights Reserved.

    ZOOTOPIA – Character CG Model Lineup. ©2015 Disney. All Rights Reserved.

  7. Em escala, o menor animal de Zootopia é o rato e o animal mais alto é a Girafa (equivalente a altura de 95 ratos). Judy e Nick, proporcionalmente, seriam do tamanho de um humano de altura mediana.
  8. Existem mais de 1000 personagens no filme e foram criados em torno de 800.000 variações para dar nuances únicas à personalidade e visual de cada um deles.
  9. Existe também um clube naturalista, onde você pode encontrar animais do jeito que eles vieram ao mundo, completamente sem roupas. Essas seriam as primeiras cenas de nudez em um filme da Disney.clube naturalista
  10. Foi utilizada tecnologia de simulação pra fazer com que a pele, músculos e pelos dos mamíferos parecessem realísticos. Os animadores também usaram um aplicativo chamado iGroom para criar os diferentes tipos de textura dos pelos de cada espécie.
  11. As árvores tem cerca de 30.000 folhas. A criação da simulação de ventos através de uma tecnologia chamada “Keep Alive”, que consegue mover as folhas e galhos das vegetações individualmente e que afeta os pelos de cada personagem, tudo para que fique bem verossímil, levou cerca de 9 meses para ser completada.
  12. Haverá um personagem exclusivo na versão brasileira: Boi Chá, uma onça-pintada que trabalha como âncora de televisão de Zootopia. Quem emprestará a voz ao personagem será o jornalista Ricardo Boechat. Essa informação foi revelada na Comic Con Experience 2015, em São Paulo.


    Fonte: cinema.uol.com.br

  13. O filme tem referências super engraçadas de O Poderoso Chefão para o público adulto que pretende assisti-lo.
  14. A grande metrópole animal tem uma pop star chamada Gazelle. Ela é interpretada pela cantora Shakira, que dará voz a música-tema do filme, “Try Everything.” A música foi produzida em parceria com a cantora Sia e a letra traz frases como “Pássaros não voam simplesmente, eles caem e se levantam. Ninguém aprende nada sem errar,” dando uma ideia da moral da história.
  15. E por falar em moral, o filme mostrará como os animais tem pré-conceitos/preconceitos entre si e a temática principal será a de que não devemos deixar o mundo nos definir, pois somos nós que definimos quem somos. Ambos Nick e Judy passaram a vida ouvindo a forma como deveriam agir e por isso eles lutarão contra as limitações que são impostas a eles no decorrer do filme.

Se isso ainda não te animou o suficiente pra ver o filme, dá uma olhada nesse teaser trailer! Esse monte de preguiça trabalhando no DETRAN e aquela fila enoooorme de espera te lembrou alguma coisa? hahaha

E por fim, o trailer oficial, que mostra com maior riqueza o enredo da história que promete divertir e emocionar.

Ah, e se o merchandise sendo lançado nas lojas oficiais da Disney serve de indicação, vem muito produto fofo vindo por ai. Já pensou, uma jovem adulta de 26 anos comprando um monte de troço de Zootopia, #podeisso?


Fonte: Séries Brasil

Zootopia: Essa Cidade é O Bicho, estreia dia 17 de Março nos cinemas brasileiros e 04 de Março nos Estados Unidos.

 

Sobre cabelos

   88c989ab91ad3347a11ea74684b4de51Emma Watson. Fonte: thesimplyluxuriouslife.com

Uma certa vez, um quase-namorado me perguntou se eu tinha passado por uma desilusão amorosa muito grande. Quando indaguei o motivo da pergunta, ele apontou para o meu cabelo, que é curtinho estilo pixie, e disse que sabia que mulheres normalmente procuram mudanças radicais quando passam por isso.

Achei engraçado e ao mesmo tempo curioso essa mania de criar mitos acerca das nossas transformações internas e externas enquanto mulheres.

A meu ver, as mulheres procuram mudança porque podem, porque querem, e porque têm autonomia pra isso – independente do motivo. Às vezes é só preguiça eterna de ter que passar horas segurando um secador ou usando uma chapinha; outras é porque deu tédio de olhar pra si com aquela mesma cara de sempre, e porque é mais barato mudar o cabelo do que pagar uma cirurgia plástica; senão, é porque tá de saco cheio de ter que que lidar com a juba diariamente, faça chuva ou sol. Enfim, a lista de pretextos é infinita.

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Eu SEMPRE tive cabelo curto. Dai eu pergunto, como explicar? Assim como tem gente que come chocolate ao leite mas prefere chocolate amargo, eu prefiro cabelo curto.

Conto nos dedos de uma mão só as poucas vezes que eu passei do comprimento médio e quase entrei pro clube dos cabelos compridos. QUASE. O meu hobby era tentar deixar o cabelo crescer para poder correr pro salão de beleza e sair de lá com um corte curto novo. A minha mãe, coitada, me esperava na varanda de casa pra ver o susto que ia levar quando eu avisava que eu ia cortar o cabelo.

Há três anos atrás, quando eu finalmente tomei coragem de correr pro abraço de um corte pixie, eu nem avisei, já cheguei chegando. Eu não pensei se eu tinha um rosto bonito, se eu tinha confiança o suficiente pra me garantir com um corte “de menino”, ou se eu me sentiria menos (ou mais mulher) ao cortá-lo. Só sabia que eu achava lindo, morria de inveja das amigues que levantavam a bandeira do corte pixie, e que eu queria experimentar. O meu único medo era de ficar com cara de bolacha Maria dependendo do resultado final, afinal, não é todo e qualquer cabeleireiro que sabe fazer um corte pixie legal.


Jane Seberg. Fonte: imgkid.com

Pra esta que vos fala, o pixie foi apenas mais um episódio de uma nova aventura capilar. Se desse errado, por pior que fosse, whatever, sabe? Por mais que demore, cabelo sempre cresce.

Não sei dizer se foi o pixie que me deu certa confiança ou se o momento que eu cortei coincidiu com o meu amadurecimento com relação a certas neuras. Hoje em dia eu realmente não sinto necessidade de agradar ninguém com relação a minha aparência – especialmente ao se tratar de cabelos – senão a mim mesma.

Quanto mais houver gente dizendo pra eu deixar o cabelo crescer, mas eu sinto vontade de provocar, bater o pé, e fazer o que EU quero. O quase-namorado tentou fazer isso com um “você cortaria o cabelo se eu te pedisse?” e eu ri, várias e várias vezes. Tá boa, bonito.

E essa atitude, de certa forma, vai de encontro com algo que li em um artigo (escrito por um homem), que diz que mulher de cabelo curto é uma mulher “muito segura de si, que não liga para a opinião dos outros, e que não precisa de atestado pra ser mulher.”

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É um artigo que soa bem lisonjeiro, é verdade, e válido até. Mas fiquei pensando e cheguei a conclusão que também é um pouco injusto com as amigues que tem mais cabelo do que eu.

O que foi traduzido através do meu “pixie” foi uma atitude que já existia previamente em mim, como eu disse anteriormente, mas que pode existir sim em quem escolhe fazer a linha Rapunzel  e nunca deixar de usar o cabelo comprido.

Um corte ou uma coloração ou um alisamento pode ou não ser reflexo disso, mas se não for, no final de dia, é só cabelo, gente. O ideal é ignorar essas generalizações bobas. Lisonjeiro MESMO é respeitar a jornada (e o cabelo) de cada um.

cecy-j-ELLE-Feb-13-Goodwin-11Ginnifer Goodwin. Fonte: elle.com

Faça o que for, mas faça com amor.

9-1

“Eu já trabalhei em uma loja de CDS, em uma cafeteria, arquivei papelada em um escritório, e amei fazer tudo isso.”

Idolo-gia, eu quero uma pra viver?

Quem nunca teve um ídolo, que atire a primeira pedra, não é?

Minha listinha de obsessões e semi-obsessões foi criada durante a minha pré-adolescência, e até hoje, aos vinte e dois anos, continuo tentando entender a origem e a razão de ser – porque ela ainda existe, e (embaraçosamente) não para de crescer.

Meus ídolos sempre foram “escolhidos” primariamente baseados em atributos – físicos, morais, ou de cunho profissional – que eu gostaria de ter, por isso imaginei que os meus ídolos não passassem de projeções.
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