{TAG} Títulos literários

Olá, pessoal! Passando para avisar que tem vídeo novo no canal onde eu respondo a tag de títulos literários. Confiram!

Um mundo inteiramente animal, pode isso?

Programada para estrear nos cinemas brasileiros no dia 17 de Março, a mais nova animação dos estúdios Disney, Zootopia: Essa Cidade é o Bicho, está no topo da minha lista de filmes que eu mal posso esperar pra ver.

Dirigido por Rich Moore (Detona Ralph) e Byron Howard (Enrolados), o filme mostrará a história de Judy Hopps, nomeada a primeira coelhinha do departamento de polícia de Zootopia. O problema é que lá, Judy se vê rodeada por animais grandes e fortes que subestimam a sua capacidade, então, determinada a provar seu valor, ela aceita um caso de desaparecimento que precisa ser resolvido em 48 horas. Acontece que o caso não é tão simples assim e para solucioná-lo, ela precisará formar uma parceria inesperada com uma raposa pra lá de malandra chamada Nick Wilde. Juntos eles viverão altas aventuras para desvendar o mistério antes que Judy seja demitida.

Nos EUA, as vozes de Judy Hopps e Nick Wilde são emprestadas pela Ginnifer Goodwin e pelo Jason Bateman, enquanto que aqui no Brasil isso fica por conta da Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi, que já tem histórico como dublador de outras animações da Disney no Brasil.

zootopiaginnyFonte: Instagram/ Disney Babble

Pra mim, que sou Disnéfila assumida e fangirl de carteirinha da Ginnifer Goodwin, esse filme foi como juntar a fome com a vontade de comer. Tenho acompanhado “de perto” o progresso de finalização da animação, assim como o de marketing que tá rolando lá pelo exterior, e a cada dia que passa fico mais ansiosa. E como o filme estreia daqui a um mês e quatro dias por aqui, resolvi dividir algumas das curiosidades sobre o grande e maravilhoso universo criado para dar vida a esse longa metragem que promete ser um dos novos clássicos Disney.

15 Curiosidades sobre o universo de Zootopia:

  1. Zootopia faz parte de uma realidade alternativa onde humanos nunca existiram e os animais evoluíram a ponto de criar uma sociedade pra eles. Há uma grande chance de não encontrarmos macacos no longa-metragem exatamente por conta da questão da evolução da espécie.
  2. Como a proposta de Zootopia é de ser um local acolhedor para todos, foi preciso que o cenário fosse adaptado às diferentes necessidades. Para tanto, a cidade foi dividida em diversos bairros-habitat, como The Burrows (local de nascença da Judy), Sahara Square para os animais que vivem no deserto, Tundra Town para os que vivem no frio, Little Rodentia para os roedores e o Rainforest District, que é dentro de uma floresta tropical. Em cada uma dessas áreas, o clima é adaptado a realidade dos animais e a escala dos objetos é compatível com o tamanho deles. Existiam mais setores, mas os diretores optaram por excluí-los do filme, para que não ficasse poluído visualmente.

    Fonte: Brite and Bubbly
  3. Os criadores planejavam incluir todos os tipos de animais no filme, mas acabaram escolhendo os mamíferos devido a diversidade que existe no grupo, além da questão presa e predador ser bastante evidente entre eles.
  4. Gatos e cachorros não foram incluidos no filme, apesar de existirem mais de 50 tipos de diferentes espécies mamíferas em Zootopia. O argumento é que eles são animais altamente domesticados e apesar de serem inimigos inatos, não podem ser considerados presa e predador.

    Fonte: Laughing Place
  5. Os animais usam calça comprida mas não calçam sapatos, pois os diretores acharam que seria uma característica muito humana. E apesar de serem antropomórficos (ou seja, andam com dois pés), eles se moverão de maneira similar aos animais na realidade. Para isso, a equipe de produção do filme passou algumas semanas no Quênia, na África, fazendo levantamento sobre o comportamento de cada espécie. Eles também visitaram o San Diego’s Wild Animal Park e o Animal Kingdom Lodge no Walt Disney World, na Flórida.
  6. E por que eles não comem uns aos outros? O produtor Clark Spencer explicou que para viver em harmonia, os animais decidiram deixar as suas diferenças para trás, o que implica que todos são “vegetarianos”. Mas essa questão alimentar será abordada no filme, pois é de grande peso para o enredo da história.

    ZOOTOPIA – Character CG Model Lineup. ©2015 Disney. All Rights Reserved.

    ZOOTOPIA – Character CG Model Lineup. ©2015 Disney. All Rights Reserved.

  7. Em escala, o menor animal de Zootopia é o rato e o animal mais alto é a Girafa (equivalente a altura de 95 ratos). Judy e Nick, proporcionalmente, seriam do tamanho de um humano de altura mediana.
  8. Existem mais de 1000 personagens no filme e foram criados em torno de 800.000 variações para dar nuances únicas à personalidade e visual de cada um deles.
  9. Existe também um clube naturalista, onde você pode encontrar animais do jeito que eles vieram ao mundo, completamente sem roupas. Essas seriam as primeiras cenas de nudez em um filme da Disney.clube naturalista
  10. Foi utilizada tecnologia de simulação pra fazer com que a pele, músculos e pelos dos mamíferos parecessem realísticos. Os animadores também usaram um aplicativo chamado iGroom para criar os diferentes tipos de textura dos pelos de cada espécie.
  11. As árvores tem cerca de 30.000 folhas. A criação da simulação de ventos através de uma tecnologia chamada “Keep Alive”, que consegue mover as folhas e galhos das vegetações individualmente e que afeta os pelos de cada personagem, tudo para que fique bem verossímil, levou cerca de 9 meses para ser completada.
  12. Haverá um personagem exclusivo na versão brasileira: Boi Chá, uma onça-pintada que trabalha como âncora de televisão de Zootopia. Quem emprestará a voz ao personagem será o jornalista Ricardo Boechat. Essa informação foi revelada na Comic Con Experience 2015, em São Paulo.


    Fonte: cinema.uol.com.br

  13. O filme tem referências super engraçadas de O Poderoso Chefão para o público adulto que pretende assisti-lo.
  14. A grande metrópole animal tem uma pop star chamada Gazelle. Ela é interpretada pela cantora Shakira, que dará voz a música-tema do filme, “Try Everything.” A música foi produzida em parceria com a cantora Sia e a letra traz frases como “Pássaros não voam simplesmente, eles caem e se levantam. Ninguém aprende nada sem errar,” dando uma ideia da moral da história.
  15. E por falar em moral, o filme mostrará como os animais tem pré-conceitos/preconceitos entre si e a temática principal será a de que não devemos deixar o mundo nos definir, pois somos nós que definimos quem somos. Ambos Nick e Judy passaram a vida ouvindo a forma como deveriam agir e por isso eles lutarão contra as limitações que são impostas a eles no decorrer do filme.

Se isso ainda não te animou o suficiente pra ver o filme, dá uma olhada nesse teaser trailer! Esse monte de preguiça trabalhando no DETRAN e aquela fila enoooorme de espera te lembrou alguma coisa? hahaha

E por fim, o trailer oficial, que mostra com maior riqueza o enredo da história que promete divertir e emocionar.

Ah, e se o merchandise sendo lançado nas lojas oficiais da Disney serve de indicação, vem muito produto fofo vindo por ai. Já pensou, uma jovem adulta de 26 anos comprando um monte de troço de Zootopia, #podeisso?


Fonte: Séries Brasil

Zootopia: Essa Cidade é O Bicho, estreia dia 17 de Março nos cinemas brasileiros e 04 de Março nos Estados Unidos.

 

Eu aumento, mas não invento

Já ouviram alguém falar essa expressão? É o jargão do apresentador Nelson Rubens, da Rede TV. Mas se você pensar, resume a essência de uma estratégia de marketing que vem sido usada a cada dia com maior frequência na internet, o clickbait.

O clickbait é de natureza inteiramente sensacionalista e tem por objetivo aumentar o número de acesso e vizualizações das páginas, postagens, notícias, etc. Esses números alcançados servem como termômetro pra determinados blogs, sites, e até mesmo youtubers que lucram através de publicidade nas páginas.


Isso não é nada novo, se você pensar em como as manchetes das capas de jornal precisam ser atrativas o suficiente pra te dar aquela vontadezinha de gastar as tuas “dilmas” comprando um exemplar e contribuir com o número de circulação dele.

E por que dá tão certo e na maioria das vezes a gente cai como um patinho?

De certo modo, penso que isso tenha muito a ver com a forma que estamos habituados a consumir informações. Somos de uma geração que colhe notícia através de 140 caracteres e que quer ter tudo mastigado. O tempo se tornou algo ainda mais precioso e, portanto, quanto mais resumida ou enxuta a notícia for, menos tempo será gasto pra ficar antenado nos acontecimentos do mundo.

E por conta dessa mania de ler tudo feito o The Flash, até mesmo quando você abre o link pra olhar a notícia na íntegra, é provável que você passe os olhos sem prestar muita atenção nos detalhes e perca informações relevantes pra história toda.

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Hoje cedo estava navegando pela minha timeline do Twitter quando surgiu a notícia sobre uma confirmação dada pela emissora NBC referente à tão sonhada reunião do elenco da série “Friends.” Com o coração palpitando, quase pra morrer, cliquei na notícia toda animada e…

Fuén, era clickbait!

O que aconteceu, na realidade, é que hoje, durante um evento de imprensa da Television Critics Association (TCAs), foi anunciado pelo chairman da NBC, John Greenblatt,  que a emissora está preparando um especial de duas horas para homenagear James Burrows, responsável pela direção de muitos sitcoms de sucesso como Friends, Frasier e Will & Grace, em comemoração ao milésimo episódio que ele dirigiu.

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Nesse especial, que deverá ir ao ar dia 21 de Fevereiro, foi confirmada a presença de diversos elencos, dentre eles, os seis queridinhos de Friends. Contudo, Greenblatt acrescentou que ainda não se sabe se eles sequer aparecerão juntos nas entrevistas. Ou seja, não tem nada de “reunion” nisso. Mas, sabendo que os fãs da série ficariam LOUCOS ao ver a manchete, sem sequer se prestar a ler a notícia direito, usaram essa tática pra enganar todo mundo. 

Podre, não? Como fã da série, eu seria a primeira a comemorar caso eu tivesse certeza absoluta de que a notícia é válida. Mas não vai haver episódio pra mostrar a vida dos nossos seis amigos após series finale e tampouco haverá roda de samba com o seis atores juntinhos no sofá do Central Perk pra relembrar os bons momentos da série.

Tentei esclarecer a história em alguns posts pelo Facebook e ainda me chamaram de ESTRAGA PRAZER por reportar a verdade. Ô, migas… Acho que a minha pergunta ali em cima meio que se responde, não? Tem gente que gosta de enterrar a cabeça na areia mesmo.

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E olha, eu entendo que é preciso transformar o conteúdo das páginas em algo mais atrativo, ainda mais se o seu ganha-pão está diretamente relacionado ao acesso do seu site/blog, mas poxa, como fica a questão da responsabilidade de trazer conteúdo legítimo pra não colocar a sua credibilidade em jogo?

Sei não. Eu particularmente detesto clickbait. Como leitora, acho que o público merece um pouquinho mais de respeito do que isso. Como blogger, acho que é meu dever evitar qualquer tipo de ambiguidade. Quando vejo clickbait, dá vontade de sair feito louca gritando em cada post nas redes sociais, NÃO É AMOR, É CILADA CLICKBAIT! 

Nelson Rubens que me perdoe, mas aumentar é inventar SIM. E vocês, o que acham?

Colecionando Bonecos POP! Funko

Quando eu era criança, colecionava de tudo – de bonecas e revistas a fitas VHS. Quando fiquei mais velha, a situação não mudou muito, só foi evoluindo. Pra mim, entrar na fase adulta significou ~em grande parte~ ter mais dinheiro no bolso pra garantir aquele gostinho de satisfação ao comprar algum item novo pra essas coleções.

A mais recente é a desses bonequinhos pequenos e fofos (porém cabeçudos) chamados POP! Funko, que me ajudaram descobrir um universo inteiramente novo pra louca colecionadora que existe dentro de mim.

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POP! Funko – o que é?

São bonecos inspirados em personagens de filmes, séries, desenhos, games e personalidades do mundo pop, feitos de vinil, com uma única característica em comum: olhos grandes e a cabeça inteiramente desproporcional ao corpo. Estão no mercado há algum tempo, mas viraram sensação no Brasil num passado consideravelmente recente.

Existe loja física da POP! Funko?

Não, você pode conferir a linha de produtos POP! no site deles, mas não encontrará nenhum boneco sendo vendido na loja Funko. A Funko compra a licença pra fabricar os bonecos e em seguida os distribui para os pontos de venda — tanto que, caso um dos seus bonecos tenha algum tipo de problema de fabricação ou defeito, não adianta reclamar pra eles, pois eles te orientarão a procurar a loja onde foi feita a compra.

Então onde comprar?

É meio difícil encontrar POP! Funkos em lojas físicas, pelo menos por enquanto, mas se quiser procurar, geralmente as lojas de artigos “geek” ou colecionáveis são as mais indicadas. A procura fica mais fácil em lojas online. Abaixo consta uma listinha das lojas nacionais que eu conheço:

FNAC, SaraivaGolden ToysMundo Geek, Nerd UniverseColeciona, Toys Art,  It Toys, Geek Wish, Portal ColecionaveisToy Shop, Funkomania, Arte Em Miniaturas, e Mercado Livre.

Dessas, eu já comprei na Saraiva e na Golden Toys. As outras eu conheço por reputação através de amigos e outros blogs. Quanto ao Mercado Livre, basta olhar a reputação do vendedor pra saber se é confiável ou não na hora de comprar.

Se quiser importar, a Amazon, Hot TopicBarnes and Noble e Entertainment Earth fazem entregas internacionais.

Minha coleção de bonecos Funko: Ela é pequena e humilde, mas vamos lá!

O meu primeiro Funko foi essa versão da Daenerys Targaryen, personagem de Game of Thrones, que eu ganhei de presente de aniversário da minha prima Ananda no ano passado. Ela comprou aqui em Manaus. A bonequinha vem segurando um dos seus dragões (spoiler?).

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Meses depois, a Ananda foi à Anime Jungle Party aqui em Manaus, comprou o Funko da Young Elsa, de Frozen, num quiosque da Livraria Saraiva e me deu de presente. Quem assistiu o filme deve ter percebido que essa é a versão criança da Elsa. Ela vem com uma bolinha de neve na mão. Para os fãs do filme, existem outras versões dela e dos demais personagens.

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Fiquei louquinha ao saber que a Livraria Saraiva daqui de Manaus estava vendendo os bonequinhos e depois de algumas viagens a loja, consegui comprar o Summer Olaf, que vem com a bola que ele usaria pra brincar no verããããão, e a versão sereia da Ariel (tem uma versão Ariel com pernas, além de uma versão sereia hipster incrível). Também comprei as edições bobblehead (ou seja, que vem com uma mola no pescoço pra balançar a cabeça dos bonecos) do Darth Vader e da “SlaveLeia com o icônico biquini usado pela personagem em O Retorno de Jedi.

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Ao questionar sobre a variedade dos bonecos (ou melhor, a falta de), a vendedora de lá explicou que a Livraria Saraiva daqui de Manaus não tem poder de escolha quanto aos bonecos que recebe da Central, o que explica a escassez de personagens legais. Fuén!

 a Branca de Neve e o Príncipe Encantado de Once Upon a Time, eu encomendei pela Golden Toys em Novembro. A experiência de compra foi super tranquila e os bonecos ainda chegaram antes do prazo dado pelos correios.

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Ela vem caracterizada como “Bandit Snow“, com trancinhas na lateral do cabelo, segurando um arco e flecha, e o Charming vem com o figurino mais usado por ele na série durante os flashbacks da Floresta Encantada.

Ah, e preciso comentar que tive uma chateação com o Funko da Snow. A boneca não consegue ficar em pé por conta própria porque o corpo é ainda menor que o dos outros Funkos, e como a cabeça é muito pesada, faz com que ela tombe pra trás. Ela vem com uma base transparente que possui um encaixe bem pequeno usado pra prender um dos pés dela, só que isso não resolve muita coisa. A minha Funko!Snow passou a ficar numa posição bem Matrix-inspired, super inclinada para trás. Tive que passar cola de silicone e fita banana pra tentar fixá-la e equilibrar o corpo dela pra frente. Uma pena, levando em consideração que é a minha personagem preferida.

Ainda em Novembro, eu ganhei o boneco do Harry Potter, que a minha irmã mais velha comprou nos Estados Unidos. Ele vem com a capa de Hogwarts, a camisa e gravata da Grifinória, além dos óculos e a varinha. O acabamento é bem lindinho.

Não comprem Funko nos quiosques e lojas de merchandise dos parques da Flórida. Eles custam muuuuuuuuuuito mais caro do que em lojas físicas por lá.

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E o último boneco que eu ganhei foi essa Princesa Leia do Episódio IV de Star Wars. Foi presente de Natal dado pela prima dos Funkos (A Ananda é quase uma patrocinadora, haha). Ela comprou numa loja de itens de decoração e coisinhas geek chamada Uva e Verde, que fica no Shopping Ponta Negra.

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Ela vem usando o figurino e penteado clássico do episódio IV, além de portar uma pistola como acessório, haha. Essa versão da Princesa Leia também pertence a linha bobblehead. Ah, apesar de não aparecer nas fotos, todos os Funko toys das coleções de Star Wars vêm em cima de uma base preta com o nome da saga na frente.

Preços: Nos Estados Unidos, você encontra esses bonecos a partir de U$8 nos sites e lojas (lá, só não coleciona quem não quer), enquanto que, aqui no Brasil, esses mesmos bonecos custam a partir de R$79,90. Ouch, diferença grotesca, não?

Bem, depende do ponto de vista. Houve uma época que realmente era mais barato comprar lá fora e pedir pra entregar aqui no Brasil; Acontece que com a alta do dólar, a não ser que você esteja de viagem marcada ou conheça alguém que está lá e pode trazer pra você ou algo assim (pra evitar que você pague frete e seja taxado pelo produto), as vantagens de importação diminuíram e muito.

Em Novembro, quando comecei a pesquisar a disponibilidade dos Funkos de Once Upon A Time, primeiro olhei o preço na Amazon e depois na Golden Toys. Mas quando estava prestes a finalizar a compra pelo Amazon, me deparei com duas coisas: a taxa de frete e a famosa taxa de importação cobrada pra cobrir as despesas na Alfândega. Aí, juro, quis morrer um pouquinho.

Pra ilustrar o que eu estou falando, confira a simulação de duas compras na Amazon:

funko 1a

Na primeira, simulei o Funko da Rey, de Star Wars: O Despertar da Força. Ao lado de “item“, você pode conferir o preço convertido em real de acordo com o cotação atual do dólar americano. Barato? Sim. Agora confira o valor do frete, ao lado de “Shipping & handling”.

Simulei o frete com prazo de entrega rápido porque nessa compra não havia diferença de preço entre Expedited e Standard. Aqui, por algum motivo que eu desconheço, não foi acrescentado o valor dos impostos que a Amazon normalmente acrescenta para que o seu produto não fique detido nos correios/Alfândega.

No Brasil, esse mesmo Funko está custando em torno de R$149,90 + o custo do frete. Pela Golden Toys, o frete pra Manaus via PAC custa R$29,00, com previsão de entrega de até 24 dias utéis, dependendo da competência dos Correios, totalizando R$178,90. Se eu realmente fosse comprar por lá, estaria economizando R$50,28 em comparação a Amazon.

eita sonho lindo que se foi!

Agora vejamos o Funko da Branca de Neve de Once Upon a Time, também pelo Amazon:

funko 2a

Em “dilmas”, a bonequinha está custando R$38,56 com base na cotação atual do dólar. Excelente, não? O frete mais barato (e nessa compra, o valor do frete varia de acordo com a agilidade da entrega) custa R$42,00.

Se tudo acabasse por aí, seria perfeito. Acontece que o imposto calculado pelo Amazon para que o seu produto passe lindamente pela nossa querida e amada Alfândega custa um pouco menos que o valor da boneca + frete. No final, o pedido totaliza em R$157,20.

Na Golden Toys, a boneca está disponível a pronta entrega por R$94,90 + frete (29,00 para o meu endereço aqui em Manaus), totalizando R$123,90. Economizaria R$33,30 e ainda poderia parcelar a compra em até 3x sem juros.

Nas simulações do site da Barnes e Noble e da Hot Topic, o custo do frete sai um pouquinho mais barato do que os valores oferecidos pela Amazon, mas eles não calculam o valor do imposto que você certamente irá pagar quando o produto chegar no Brasil, então é um pouquinho de tiro no escuro.

Maaaaaaaaaaas isso também não é regra. Tudo depende do modelo de Funko, se é exclusivo ou edição limitada, se você está comprando direto do estoque da Amazon ou se está negociando com uma outra loja através deles, entre outros fatores (sem contar o valor da cotação do dólar).  O ideal é pesquisar e ver os pontos positivos e negativos de tudo antes de definir por onde/de onde comprar.

Eu, particularmente, tenho pavor de ser tributada, então eu só me arriscaria a comprar por site internacional com entrega pro Brasil se a cotação do dólar estivesse baixa (queeee tempo booooom ♫). Caso contrário, só se existir alguém gentil o suficiente pra trazer os funkos e me ajudar a poupar os dinheiros das taxas de frete e de impostos exorbitantes.

Eita brincadeira salgada, essa de colecionar Funko, não é? Mas com tanta variedade, é impossível não querer comprar pelo menos um.

Vou encerrando o post por aqui com uma listinha de Funko toys que fazem os meus olhos virarem emoji de coração, de tanto amor. Espero que tenham gostado e até a próxima!

funko pop

Taking Stock (01)

Hoje a tarde, enquanto estava lendo os posts mais recentes do Compra-se Um Fusca, me deparei com um projeto chamado Taking Stock. Ele foi postado originalmente no Meet Me at Mike’s e consiste em uma listinha de verbos que você utiliza para completar com as suas informações e manter um registro de tudo o que você tem feito, sentido ou absorvido na sua vida.

Achei bem apropriado pra esse início de ano, não? Estou aderindo à ideia e espero que ela se torna uma constante no blog. Fica aqui a minha listinha da primeira semana de Janeiro:

Ouvindo: Ando alternando entre o novo álbum do Lord Huron, “Strange Trails“, e “Revival“, da Selena Gomez. Completamente diferentes em estilo, mas igualmente legais.

recordplayer

Lendo: Começarei a ler Vocação Para o Mal (Career of Evil), o novo livro da série escrita pela JK Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, que começou com O Chamado do Cuco(The Cuckoo’s Calling) e teve continuidade com O Bicho-da-Seda (The Silkworm).

Agradecendo: A alta que a minha prima pegará ainda hoje, após ter passado quase 10 dias internada com pneumonia no hospital. Não tem como não agradecer por isso.

Pensando: Em mil coisas ao mesmo tempo.

overthinking

Assistindo: Comecei outra maratona Star Wars, já que a minha irmã mais velha nunca tinha assistido. Assistimos o episódio IV – Uma Nova Esperança, e depois vi O Império Contra-Ataca (é o meu preferido). Assim que terminar o post, darei continuidade com O Retorno de Jedi.
Quanto a séries, essa semana eu comecei a assistir Making a Murderer, um documentário de 10 episódios que foi adicionado recentemente no acervo do Netflix, que narra a história de Steven Avery, um sujeito que cumpriu pena por 18 anos após uma acusação de estupro e foi solto após a revisão das provas que comprovaram a sua inocência através do DNA. Quase dois anos depois disso, Steven é preso novamente, graças a evidências pra lá de duvidosas, desta vez sob acusação de homicídio dando vida ao que parece um filme horrível de teoria da conspiração.
Vi os três primeiros episódios e fiquei tão mal que não consegui dormir.

Planejando: Colocar em prática tudo o que eu não tive oportunidade de fazer com o blog nesse ano que passou.

Desejando: Sorvete de açaí com tapioca.

Amando: O clima chuvoso de hoje.

rainy

Admirando: A fé e a capacidade de superação das pessoas ao meu redor.

Desfrutando: Dos últimos dias de repouso (“férias”). Por mais que não tenha sido da maneira que eu queria, já que eu machuquei o joelho direito no início de Dezembro e fui obrigada a ficar em repouso esse tempo todo, talvez tenha sido o que eu precisava.

Esperando: O lançamento de Zootopia – Essa Cidade é o Bicho, a nova animação da Disney, que estreia dia 18 de Fevereiro no Brasil.

zootopia

Vestindo: A calça comprida de um pijama e uma camiseta de Star Wars.

Comendo: Leite em pó com farinha láctea.

Sentindo: A tal da “dor feminina” (também conhecida como cólica) somada a dor nos dois joelhos.

Necessitando: Uma viagem de férias.

travelling

Caso você queira fazer mas não tenha um blog, pegue um caderninho e faça as suas listas nele. Não há regras: atualize o quanto você quiser, seja diariamente, semanalmente, mensalmente ou esporadicamente. Pode acrescentar ou trocar verbos e adaptar a lista ao que for mais relevante ou interessante pra sua vida/rotina. Espero que vocês gostem, até a próxima!

A human-idade das trevas

Quando as notícias dos ataques em Paris – e logo depois, a do terremoto seguido de alerta de tsunami no Japão – começaram a pipocar pela tuítosfera, senti um súbito mal estar, e a medida que a situação foi se agravando e as informações a respeito foram sendo reportadas na internet e na TV, eu me vi sendo levada por uma avalanche chamada ansiedade, que crescia a cada minuto.

Precisava estudar pra um exame importante, mas não consegui. Precisava trabalhar, mas essa tarefa se mostrou praticamente impossível de fazer, e dividindo a atenção entre a TV, a tela do computador e o celular, fui acompanhando o desenrolar de tudo. Entretanto, o sentimento de impotência ao assistir só piorava, o que me levou a recorrer a única coisa que eu sei que nunca falha: a oração.

Não sou particularmente religiosa, mas tenho fé e busquei orientação primeiramente nas palavras do Evangelho segundo o Espiritismo. Me concentrei, abri o livro “aleatoriamente” e me deparei exatamente num capítulo sobre a força e a importância da prece, só para me certificar que não há coincidências nessa vida. Depois passei vários instantes mentalizando e vibrando muita luz para essa humanidade que parece viver em tempos de trevas.

Fonte: punkpearls.wordpress.com

Com a melhora do mal estar físico, pensei que eu também poderia utilizar outro instrumento para ajudar essas pessoas tão fisicamente distantes de mim, e fui pra plataforma que eu tenho maior intimidade: o Twitter.

Como moderadora de um fã-site com alcance mundial através das redes sociais, senti que deveria expressar o quanto eu lamentava sobre os presentes acontecimentos em Paris e Japão, afinal de contas, eram os mais recentes. Dividi informação que eu considerei relevante, sempre com muito cuidado pra não espalhar notícia falsa ou gerar mais pânico, e expressei os meus mais sinceros sentimentos sobre tudo isso. Mas como não há nada que a gente faça na internet que não seja capaz de gerar consternação e incômodo pra algumas pessoas, surgiram aqui e ali comentários do gênero: “tragédia x em tal local é tão importante quanto isso, mas não vejo você comentando” e “acontecimento y aconteceu em local z e você aí, falando de x.” Daí, eu só consegui pensar no tamanho da mesquinharia do ser humano em querer medir tragédia em face de tudo isso e achar que existe uma escala de relevância a ser levada em consideração, ou de pensar que porque eu escolho falar publicamente de algo que chama a minha atenção, eu desprezo as demais situações.

Eu concordo que é importante estar atento a tudo o que acontece ao nosso redor, e não é preciso nada além de um par de olhos e uma cabeça pensante pra se dar conta que o mundo todo está em frangalhos. De fato, há muito pelo que se compadecer mas, por favor, não seja um terrorista emocional na vida dos outros. Permita que o próximo ore, medite, vibre coisas boas – e o mais importante – faça coisas boas em prol de quem ele quiser, pra onde ele quiser – seja lá Paris, Japão, Mariana, a humanidade, ou o vizinho da casa ao lado. Enquanto isso, faça a sua parte e se preocupe com o que você faz ou deixa de fazer. Concentre-se na forma que você contribui para que as coisas possam melhorar. Não use isso como desculpa para atacar os outros sob pretensão de boas intenções, pois como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio. Pare de desejar o mal a quem faz o bem, e mais ainda a quem faz o mal. Tenha compaixão até de quem aparenta não ser merecedor. Talvez isso não traga a suposta justiça “imediata” dos homens, ou o que você considera como justiça divina, mas te garanto que trará melhores frutos para sua própria vida.

Escolha usar a sua voz, o seu tempo e a sua boa vontade pra fazer coisas que realmente importam e que realmente fazem a diferença. Você pode sim fazer algo pra trazer conforto aos que estão em Paris, a alguém que mora lá, ou a quem tem o sonho de conhecer a cidade/país e sabe que não existe mais garantia de transitar livremente em paz e segurança por lá. Existe uma maneira de você se posicionar sobre a situação de Mariana em Minas Gerais, de trazer à luz informações pouco divulgadas na mídia e na internet, de esclarecer e mostrar solidariedade aos irmãos da sua pátria sem ferir quem não está fazendo isso.

hope1-pt

Você pode alcançar o mundo de maneira significante e produtiva, mas eu garanto que trocar farpa pela internet por conta de tragédia, proliferar o rancor, estimular a raiva, o pânico, a ansiedade e a lamúria não vai configurar, sob hipótese alguma, como uma dessas ferramentas. O que as pessoas precisam neste exato momento é de uma faísca de esperança pra encontrar razão pra seguir vivendo em um mundo cada vez mais corrompido pelas diferenças e pelo ódio.

“O amor é a única forma de resgatar a humanidade de todas as doenças” –  via brainpickings

Só através do amor, respeito e tolerância é que teremos alguma chance contra doses de sextas-feiras 13 como essa. Só assim teremos alguma chance de eliminar a human-idade das trevas.

Por que a gente acredita nas mentiras que o mundo conta?

Ontem, enquanto eu respondia uma série de perguntas no ask.fm do (futuro) fã-site que eu administro, me deparei com um pedido de ajuda enviado anonimamente. Nele, a pessoa de 22 anos narrava que estava finalizando o segundo ano de faculdade, mas que se sentia atraída por uma área completamente diferente a que está cursando atualmente, e que o seu maior conflito é que a pessoa se acha muito velha pra trocar de graduação e começar tudo outra vez.

Fonte: survivor-org.wikia.com

Confesso que o meu primeiro instinto foi reproduzir o que foi martelado na minha cabeça há muito tempo atrás e que muita gente ousa chamar de bom senso: termine o seu curso, porque possivelmente te garantirá um emprego com renda fixa, e depois tente descobrir quais são as suas paixões de verdade. Depois, deletei essa abobrinha e tentei dar uma resposta mais digna e menos robótica; não conseguiria dormir em paz se tivesse feito algo diferente.

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