{Resenha} Por Lugares Incríveis

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Muito maior do que a ideia de que opostos se atraem é a premissa de que espíritos afins se atraem. Alguns chamam de coincidência, outros de destino; força cósmica ou não, é impossível não achar que há algo em comum além da situação em que conhecemos Violet Markey e Theodore Finch.

Fruto de uma relação estável e um lar com pais amorosos e compreensivos, considerável popularidade na escola, boas notas, e um namorado que muitas garotas cobiçam, Violet Markey é uma garota de 17 anos que aparenta ter uma vida quase perfeita. Quase, se não fosse pelo peso que Violet carrega no peito: a terrível sensação de ter sido responsável pela morte de sua melhor amiga, a sua irmã mais velha, Eleanor.

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Do outro lado, um garoto de 18 anos cujo comportamento instável, errático, ansioso e com mil facetas (estas criadas por ele mesmo) faz com que ele receba o apelido de “aberração” no colégio. Theodore Finch, ou apenas Finch, nutre uma certa obsessão com a morte e as diversas maneiras que ele poderia acabar com a própria vida e é essa obsessão que o leva a subir na torre de sino da escola numa determinada manhã. Lá, coincidência de todas as coincidências (ou não), ele encontra Violet no parapeito, à beira do suicídio, e a salva de cometer aquele ato.

É assim que começamos a história de Por Lugares Incríveis – com um início agridoce de desfecho mais ou menos feliz.

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Em seguida, o acontecimento vira motivo de burburinho nos corredores do colégio. Como os boatos voam feito plumas ao vento, a notícia do resgate se inverte e pra não arruinar a reputação de Violet, Finch simplesmente aceita que todos acreditem que quem precisava de salvação de si mesmo naquele dia era ele, não ela (curiosamente, no desenrolar da trama, acabamos descobrindo que essa é, de fato, a verdade sobre Finch).

Com mais um empurrãozinho do Universo a favor dessa amizade improvável, eis que a semente entre eles é plantada através de um projeto de Geografia que precisa ser feito em dupla e que requer escolher dois locais interessantes do estado de Indiana para conhecer. Assim, vemos o desenrolar da história desses dois que, ao invés de somente sobreviver, encontram um no outro a esperança de que há algo pelo qual vale a pena viver.

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A narrativa, que alterna entre capítulos ora contados por Violet e outros Finch, é fluida, sincera, melancólica, emocionante e cativante. Impossível não se deixar encantar pelos personagens cujos medos, angústias, alegrias, ânsias são colocados de modo tão honesto e de forma tão singela por Jennifer Niven,

Há quem diga que este livro seja uma versão alternativa de A Culpa é Nas Estrelas, só que abordando temáticas mais delicadas como depressão, bipolaridade e suicídio. Bom, se isso traduz na forma de mais amor, respeito e empatia pelas pessoas que sofrem transtornos psicológicos – doenças de sintomas tão silenciosos mas igualmente devastadores quanto qualquer outra enfermidade – então que a comparação seja válida.

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Estamos em tempos onde é preciso cada vez mais desmitificar a ideia de que a depressão não é doença ou que não é tão fatal quanto outra qualquer; de esclarecer sem romantizar a angústia ou o suicídio, e Por Lugares Incríveis cumpre essa missão trazendo um pouco mais de entendimento sobre as dores da alma com um desfecho, é claro, de emocionar.

Esse livro lindo cujo título original se chama All The Bright Places foi publicado no Brasil pela editora Seguinte, e traz nas cores e ilustração da capa muito simbolismo contido dentro da própria história.

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Nas notas do autora, no final do livro, Jennifer Niven explica a sua motivação de ter escrito Por Lugares Incríveis. Uma nota tão sensível e delicada quanto sua própria história.

Ficha Técnica:

Título Original: All The Bright Places| Autor (a): Jennifer Niven | Tradução: Alessandra Esteche |Editora: Seguinte | Edição: 2015 | Número de Páginas: 392

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Classificação: 05/05

Tá na hora, Tá na Hora: Uma wishlist

Quando a data do meu aniversário começa a se aproximar, eu geralmente faço uma lista de coisas que tenho vontade de ter/comprar, pra diminuir aquele draminha de gente que diz que não sabe o que te dar. Confesso que esse ano deixei pra cima da hora: faltam duas semanas para o meu aniversário, e só agora tive paciência de organizar todos esses desejinhos pra colocar aqui no blog.

Agora segura, Berenice, que a lista é longa!

1. OS IMPOSSÍVEIS
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Curso de Fotografia Canon College Brasil

Gente, se vocês são amantes da fotografias assim como eu – ok, eu sou uma wannabe, mas deixemos isso de lado – ficarão animados em saber que a Canon College está oferecendo uma série de cursos que ocorrerão a partir do mês de Fevereiro aqui em Manaus.

Seja por hobby ou profissão, já considerou participar de algum? Aqui vão algumas informações à respeito.
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30 dias de Autorretrato #ABeautifulMess: #1

A Elsie Cake, do blog mais amorzinho do planeta chamado A Beautiful Mess, lançou um desafio na semana passada: o 30-Day Self-Portrait #ABeautifulMess Challenge, inspirado em um dos temas inseridos no livro de Fotografia que ela e a irmã Emma, estão prestes a lançar.

Achei mais prático postar no meu Instagram, mas ela deu liberdade para os leitores postarem onde eles achassem mais conveniente. O desafio é publicar diariamente um autorretrato – o que parece extremamente narcisista e entediante, eu sei – mas que, de fato, pode ser bem interessante quando encaradoatravés de pontos de vista mais criativos. E foi por isso que eu resolvi participar: pra saber até onde a minha criatividade pode me levar.

Algumas fotos estão sendo tiradas na minha velha e amada câmera (Nikon Coolpix P90) e outras direto na câmera do iPod Touch.

Aqui estão as fotos dos primeiros sete dias. Espero que gostem!

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Projeto “Not Just a Girl”: por um mundo com menos princesas e mais mulheres de verdade

Do projeto, “Not Just a Girl”, feito pela fotógrafa Jamie C. Moore com a sua filha de cinco anos, Emma, e heroínas da vida real:

1

“Esqueça o convencionalismo; esqueça o que mundo pensará de você por sair da zona de conforto; pense os seus melhores pensamentos, fale as suas melhores palavras, faça o melhor do seu trabalho, procurando a aprovação da sua própria consciência. Eu preferiria… fazer história, do que escrevê-la. Falir é impossível.” – Susan H. Anthony

2

“…Para que você se torne indispensável, é preciso sempre ser diferente – a vida não é sobre encontrar a si mesmo, é sobre criar a si mesmo – Uma garota deve ser duas coisas: quem e o que ela quer ser…” – Coco Chanel

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Gente como a Gente: JLaw Edition

Jennifer Lawrence, 22 anos, vencedora do Oscar de Melhor Atriz de 2013, prova que é gente como a gente: prefere perder a amizade e a dignidade à perder a piada. A vítima? Sarah Jessica Parker no tapete vermelho do MET Gala. Gostei e aprovei — aparentemente a Marion Cotillard e a Lena Dunham também se divertiram! Reparem nas reações delas ao fundo na direita e na esquerda do gif. Trollação ao extremo!

Fonte: Jennifer Lawrence Daily

Gershwin, Garland e Londres

Há dias em que músicas e imagens falam muito mais do que eu jamais poderia dizer…

A Foggy Day, por George & Ira Gershwin

I was a stranger in the city
Out of town were the people I knew
I had that feeling of self-pity
What to do? What to do? What to do?
The outlook was decidedly blue
But as I walked through the foggy streets alone
It turned out to be the luckiest day I’ve known

A foggy day in London Town
Had me low and had me down
I viewed the morning with alarm
The British Museum had lost its charm
How long, I wondered, could this thing last?
But the age of miracles hadn’t passed,
For, suddenly, I saw you there
And through foggy London Town
The sun was shining everywhere.

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