Álbum de Fevereiro: Control

Era uma vez uma banda com cinco integrantes, onde quatro deles se alternam para tomar conta dos vocais – seja como cantor principal ou backing vocal. Nenhum deles se chama Milo, ou tem o sobrenome Greene.

Milo-Greene

Esse nome faz parte de uma personalidade fictícia que foi criada por alguns membros da banda para atuar como agente musical deles. No início da trajetória, esse inglês culto e charmoso, que era albino, usava um monóculo, tinha cavanhaque, e vestia traje completo, agendava shows e aparições em festivais via e-mail para alguns dos membros que tocavam separadamente. Tempos depois, quando a banda se formou, eles assumiram o pseudônimo que haviam criado.

Milo Greene descreve o gênero do som que eles produzem como “pop cinematográfico”, pois quando começaram a criar as suas músicas, eles imaginaram-nas sendo tocadas em trilhas-sonoras de filmes e séries.

DIVERSIDADE NA BATIDA RETRÔ

Se o primeiro álbum da banda, descrito em um artigo do LA Times (2012) como uma releitura moderna do estilo folk-rock da linha de “Stills and Nash” e “Fleetwood Mac”, seguiu pelo caminho de tijolos indies amarelos, já o seu segundo álbum, “Control“, lançado em Janeiro de 2015, abraçou o seu lado pop com um conjunto de canções que trazem toques de drum beat, arranjos vocais que remetem ao melhor do gênero do fim da década de 70, sintetizadores da época de 80, e baladas dançantes e grudentas dos anos 90.

Conheci a banda assim que lançaram “Control” – álbum que logo eu elegi digno de apresentação aqui no blog; mas acabei gostando muito dos seus dois CDs, por mais distintos que sejam. Pelo que li na internet, vi que alguns fãs da banda se chatearam pela descontinuidade do estilo música que eles propuseram no primeiro CD, mas eu sou dessas que acredita que mudanças podem trazer surpresas boas, e no caso deles, trouxe uma proposta deliciosa.

Só pra variar, infelizmente os CD s não são comercializados em lojas físicas no Brasil, mas dá pra comprar os álbuns pelo iTunes, ou escutá-los na íntegra como assinante gratuito do Deezer.

Abaixo vocês podem conferir algumas músicas, incluindo as primeiras faixas liberadas de “Control”, outras do primeiro CD, “Milo Greene”, e mais umas versões ao vivo.

De “Control“, Heartless, White Lies, e On The Fence:

De “Milo Greene“, 1957, Silent Way, e What’s the Matter:

Apresentações do Milo Greene ao vivo:

Sobre essa versão de Strangers in The Night, não sei nem o que falar, apenas o que sentir:

 

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