Oscar 2015: Melhores Momentos

A edição da noite de Oscar de ontem tinha potencial pra ter sido fantástica (talvez não em nível Ellen DeGeneres-fantástica, mas superior ao que foi). O Neil Patrick Harris tem um currículo legal como host – se você acompanha as premiações do Tony Awards, então sabe do que eu estou falando; entretanto, ontem alguma coisa deu terrivelmente errada.

Fonte: The Guardian

Nessa edição, que muitos já estão rotulando como “a noite mais chata do Oscar dos últimos tempos“, houveram muitas várias tentativas falhas de humor, é verdade, mas também rolou uma porção de discursos provocantes, apresentações emocionantes, e um tributo que trouxe a casa abaixo. E como eu gosto de falar de coisa boa, de saúde, da Iogurteira Top Therm, é isso que eu quero destacar.

1. J. K. Simmons encoraja as pessoas a interagir de forma mais humana

A premiação abriu com a categoria de melhor ator coadjuvante, que foi dada ao brilhante J.K. Simmons por sua atuação em “Whiplash“. Já assistiram? É um baita filme, e o ator, que mereceu cada milímetro daquela estatueta, aproveitou para chamar a nossa atenção dizendo,

“Ligue para a sua mãe. pessoal. Eu já falei isso para um bilhão de pessoas, eu acho. Ligue para o seu pai, ligue para a sua mãe. Se você tem sorte o suficiente de ter um dos seus pais, ou os dois, ainda vivos nesse planeta, não mande mensagens, não envie e-mails – ligue para eles. Diga a eles que você os ama, diga o quanto você é grato a eles, e escute o que eles tem a dizer o tempo que eles quiserem passar falando com você.”

2. Feminismo em voga na noite mais esperada da indústria Hollywoodiana

 Fonte: MTV

Outro discurso que deu o que falar foi o da Patricia Arquette, que levou pela categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, por “Boyhood“. A atriz tirou proveito do seu espaço em frente as câmeras para pedir equiparação salarial para as mulheres.

 Fonte: MTV

“A todas as mulheres que deram à luz, e a todos que pagam impostos neste país, nós temos lutados pelos direitos iguais para todos. Chegou a hora de termos salários iguais de uma vez por todas, e de termos direitos iguais para todas as mulheres nos Estados Unidos.”

3. Meryl Streep feminista gera meme
Melhor do que o discurso, que causou rebuliço entre as amigues presentes no Dolby Theatre, só a reação da Meryl Streep a ele. Como não amar?

Fonte: Washington Post

E a internet, que não perdoa, disparou a lançar o que promete ser um dos memes mais engraçados de 2015. O Buzzfeed tem um post super engraçado dando destaque a isso.  Cata, até o Padre Fábio de Melo entrou no bolo.

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4. Por falar em Meryl Streep…

Quem não ficou emocionado com o discurso da diva M ao apresentar o In Memoriam de 2015 -que incluiu nomes como Robbie Williams, James Garner, Lauren Bacall, e o meu diretor preferido de todos os tempos, Mike Nichols; que atire a primeira pedra.

Pra assistir o vídeo completo, clique AQUI.

“Através do trabalho deles, eles dividiram um pedaço de suas almas… Nunca haverá pessoas iguais a eles.” 

5. “Seja você, mesmo que seja estranho, bizarro, bizarro”

 Fonte: TV Tagline

A música é da Pitty, mas a mensagem é bem parecida com a do discurso que Graham Moore, que levou a estatueta por melhor Roteiro Adaptado de “O Jogo da Imitação“.

Nele, ele contou que tentou cometer suicídio aos 16 anos porque ele se sentia estranho e diferente. Ele achava que não pertencia a lugar algum. Mas completou, “agora eu estou aqui.

“Então eu gostaria de dedicar este momento por cada criança por aí que acha que é estranha ou diferente ou que não pertence a nenhum lugar. Você pertence sim, Eu prometo que sim.
Seja estranho. Seja diferente. E quando for a sua vez de subir neste palco, passe essa mesma mensagem para os próximos que estiverem por aí.”

6. “Selma ainda existe”

 Fonte: Huffington Post

Com uma apresentação que comoveu a todos ontem à noite, seguida pelo discurso ao ganhar o prêmio de Melhor Canção pelo filme “Selma“, John Legend lembrou o mundo que “‘Selma’ ainda existe, porque a luta pela justiça ainda existe. Nós sabemos que a luta pela justiça e pela liberdade é real. Atualmente existem mais negros sob vigilância do controle penitenciário do que durante a escravatura em 1850. Nós queremos dizer que quando vocês marcham ao som da nossa canção, nós estamos com vocês, nós estamos vendo vocês, e nós os amamos. Continuem marchando.”

7. As colinas estão vivas… com o som do meu choro


Fonte: Invision Agency

O meu momento preferido, é ÓBVIO, envolveu o meu filme preferido e uma das minhas pessoas preferidas de todos os tempos.

Eu já sabia que tinham programado um tributo ao filme “A Noviça Rebelde“, que a responsável pela homenagem seria a cantora Lady Gaga, e que a Julie Andrews faria uma aparição surpresa. Mas nada poderia ter me preparado para a avalanche de emoções.

Lady Gaga, que chegou de gata borralheira-gone-glam virou Cinderella no palco, e fez jus ao legado de 50 anos com um medley lindo. Gaga foi ovacionada pela plateia presente E pela internet. E mais, ainda ganhou um abraço gostoso da Julie Andrews.

 Fonte: Tumblr

Chorei, chorei, chorei.

8. Todos de pé recebendo a rainha da Genóvia

Fonte: Streeply

Pra assistir ao vídeo, é só clicar AQUI.

9. Reunião Savage Grace, porque a noite foi dos ruivos

Pra quem não sabe, Eddie e Julie trabalharam juntos em um filme chamado “Savage Grace“, e ontem à noite ambos levaram estatuetas para casa. Eddie Redmayne levou o prêmio de melhor ator por “A Teoria de Tudo“, e a linda da Julianne Moore faturou o seu mais-que-merecido prêmio de melhor atriz por “Para Sempre Alice“. (Muito orgulhinho da Julianne Moore, viu? E saudades visitas rápidas a Manaus, pra eu ficar só na vontade de stalkear.)

 Fonte: Tumblr

Julie – é, eu faço a íntima – abriu o seu discurso dizendo que leu uma reportagem na qual afirmam que ganhadores de Oscar vivem cinco anos a mais do que a maioria das pessoas, e que se isso fosse verdade, ela gostaria de agradecer a Academia, porque o marido dela é mais novo que ela. ❤

Moore ainda trouxe luz ao Alzheimer: “tantas pessoas com esta doença se sentem isoladas e marginalizadas,” disse ela, acrescentando que filmes fazem com que as pessoas se sintam mais visíveis e menos solitárias. “E pessoas com Alzheimer merecem ser vistas, para que possamos encontrar uma cura para isso.”

10. Fui stalkeada pela J.Lo e pela Lady Gaga

Só isso explica essa coincidência.

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ou não?

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Nunca saberemos.

 

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Sobre cabelos

   88c989ab91ad3347a11ea74684b4de51Emma Watson. Fonte: thesimplyluxuriouslife.com

Uma certa vez, um quase-namorado me perguntou se eu tinha passado por uma desilusão amorosa muito grande. Quando indaguei o motivo da pergunta, ele apontou para o meu cabelo, que é curtinho estilo pixie, e disse que sabia que mulheres normalmente procuram mudanças radicais quando passam por isso.

Achei engraçado e ao mesmo tempo curioso essa mania de criar mitos acerca das nossas transformações internas e externas enquanto mulheres.

A meu ver, as mulheres procuram mudança porque podem, porque querem, e porque têm autonomia pra isso – independente do motivo. Às vezes é só preguiça eterna de ter que passar horas segurando um secador ou usando uma chapinha; outras é porque deu tédio de olhar pra si com aquela mesma cara de sempre, e porque é mais barato mudar o cabelo do que pagar uma cirurgia plástica; senão, é porque tá de saco cheio de ter que que lidar com a juba diariamente, faça chuva ou sol. Enfim, a lista de pretextos é infinita.

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Eu SEMPRE tive cabelo curto. Dai eu pergunto, como explicar? Assim como tem gente que come chocolate ao leite mas prefere chocolate amargo, eu prefiro cabelo curto.

Conto nos dedos de uma mão só as poucas vezes que eu passei do comprimento médio e quase entrei pro clube dos cabelos compridos. QUASE. O meu hobby era tentar deixar o cabelo crescer para poder correr pro salão de beleza e sair de lá com um corte curto novo. A minha mãe, coitada, me esperava na varanda de casa pra ver o susto que ia levar quando eu avisava que eu ia cortar o cabelo.

Há três anos atrás, quando eu finalmente tomei coragem de correr pro abraço de um corte pixie, eu nem avisei, já cheguei chegando. Eu não pensei se eu tinha um rosto bonito, se eu tinha confiança o suficiente pra me garantir com um corte “de menino”, ou se eu me sentiria menos (ou mais mulher) ao cortá-lo. Só sabia que eu achava lindo, morria de inveja das amigues que levantavam a bandeira do corte pixie, e que eu queria experimentar. O meu único medo era de ficar com cara de bolacha Maria dependendo do resultado final, afinal, não é todo e qualquer cabeleireiro que sabe fazer um corte pixie legal.


Jane Seberg. Fonte: imgkid.com

Pra esta que vos fala, o pixie foi apenas mais um episódio de uma nova aventura capilar. Se desse errado, por pior que fosse, whatever, sabe? Por mais que demore, cabelo sempre cresce.

Não sei dizer se foi o pixie que me deu certa confiança ou se o momento que eu cortei coincidiu com o meu amadurecimento com relação a certas neuras. Hoje em dia eu realmente não sinto necessidade de agradar ninguém com relação a minha aparência – especialmente ao se tratar de cabelos – senão a mim mesma.

Quanto mais houver gente dizendo pra eu deixar o cabelo crescer, mas eu sinto vontade de provocar, bater o pé, e fazer o que EU quero. O quase-namorado tentou fazer isso com um “você cortaria o cabelo se eu te pedisse?” e eu ri, várias e várias vezes. Tá boa, bonito.

E essa atitude, de certa forma, vai de encontro com algo que li em um artigo (escrito por um homem), que diz que mulher de cabelo curto é uma mulher “muito segura de si, que não liga para a opinião dos outros, e que não precisa de atestado pra ser mulher.”

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É um artigo que soa bem lisonjeiro, é verdade, e válido até. Mas fiquei pensando e cheguei a conclusão que também é um pouco injusto com as amigues que tem mais cabelo do que eu.

O que foi traduzido através do meu “pixie” foi uma atitude que já existia previamente em mim, como eu disse anteriormente, mas que pode existir sim em quem escolhe fazer a linha Rapunzel  e nunca deixar de usar o cabelo comprido.

Um corte ou uma coloração ou um alisamento pode ou não ser reflexo disso, mas se não for, no final de dia, é só cabelo, gente. O ideal é ignorar essas generalizações bobas. Lisonjeiro MESMO é respeitar a jornada (e o cabelo) de cada um.

cecy-j-ELLE-Feb-13-Goodwin-11Ginnifer Goodwin. Fonte: elle.com

#1: Livros para Ler em 2015

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Preciso confessar que apesar de saber que não se deve julgar um livro pela capa, eu jugo SIM. Quanto mais bonita a apresentação do livro – o conjunto, sabe? capa, diagramação das páginas, fonte – maior a minha vontade de comprá-lo/lê-lo.

E pra dar início a série de posts sobre Livros para Ler em 2015, resolvi dar uma passadinha na livraria Saraiva para olhar o que tinha chegado na sessão de literatura estrangeira (cujo acervo em inglês merecia melhor carinho e atenção). Acabei esbarrando nesses três títulos que eu vou mostrar pra vocês e, sim, todas essas capas chamaram a minha atenção.

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Não Vivo Sem: Maquiagem

Pra dar início a uma (possível) série de posts sobre coisas que eu não consigo viver sem, resolvi mostrar os produtos de maquiagem que fazem parte do meu kit de sobrevivência.

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Álbum de Janeiro: Tough Love

Sou dessas que, quando eu gosto, eu gosto mesmo, e faço uso abusivo – seja isso livro, filmes, artistas, ou música. Sempre fui assim, pode perguntar de quem me conhece há tempos. No final do ano passado isso aconteceu com o novo álbum da Taylor Swift, “1989”, que, na época, virou a menina dos meus olhos. Passava dias inteiros escutando em loop quase-infinito, sem exageros.

Durante o mês de Janeiro foi a vez do álbum “Tough Love”, da cantora britânica, Jessie Ware. Com uma levada de pop-soul/R&B, batidas eletrônicas que remetem um pouco aos anos 80, e uma carga mega sensual-sem-ser-vulgar, esse álbum me conquistou de jeito .

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